quinta-feira, 12 de novembro de 2015

ARTE CONTEMPORÂNEA, SINÔNIMO DE NADA COM COISA ALGUMA

Levando a rigor e sem precedentes o pensamento niilista de "a realidade é o que eu imagino”, muito do que se diz de arte hoje em dia é fruto inequívoco dessa falseta idealizadora de escape oportunista para “obras de arte” do tipo no-sense, a que chamam de arte contemporânea.
O psicopata e sanguinário Adolf Hitler, ainda quando cidadão comum austríaco, foi rejeitado pelas escolas de artes plásticas por não considerarem seus traços como ideais. Embora não tenha inventado algum alvitre conceitual ‘modernizante’ para que pudesse encaixar seus traços no cenário artístico da época, coisa que os sem talentos fizeram a arte contemporânea atual, Hitler fez pior após sua constrangedora desilusão artísticas, monopolizou a arte sob o terror nazista. O fato é que atualmente muitos não aceitam a realidade de que não tem um mínimo de talento para as artes e, motivados por pura vaidade cega e galopante, querem empurrar goela abaixo qualquer coisa como sendo obras de arte. 
Ainda que algum “artista contemporâneo” tente usar como predecessores para a sua arte contemporânea o dadaísmo, escola artística alemã do início do século XX ou o surrealismo, surgido na França também do mesmo século (as quais eram “contrário aos padrões da arte estabelecida”), não se justifica. Pois desvinculado de regras e normas para a construção das obras, essas escolas tiveram uma razão de ser. Peguemos, por exemplo, a obra surrealista o “Relógio” de Salvador Dali e vamos observar que a imagem do relógio derretido impressiona imediato e naturalmente o espectador. Ou seja, mesmo para "fugir" ao realismo, a forma do objeto relógio foi mantida. E nem é preciso falar dos traços perfeitos ou da perfeita combinação de cores que o Dali se utilizou para compor a obra. E o que se ver e se viu nas últimas décadas em eventos ou galerias de exposição, principalmente esculturas e pinturas, é mais uma bagunça visual do que arte propriamente dita. Não há definição do que se está mostrando: faz-se qualquer coisa e enche de teorias. Onde já querendo convencer pelo discurso, esquecem a própria "obra" lá jogada sem forma, sem sentido, sem fim.
Chamam qualquer coisa de arte: jogam-se tintas de diferentes cores numa tela, inventam qualquer tema, dão um nome e pronto, é uma obra de arte! Rabiscam quaisquer formas e traços, marcam pontos, fazem círculos e pronto: eis mais uma tela! Tratando-se de “esculturas”, a bagunça é ainda mais bizarra. É de espantar a coragem que têm de expor algo do tipo como um sapato-velho-sobre-uma-caixa-de-tomate-junto-a-um-pneu-qualquer-pendurando-um-guarda-chuva-quebrado-com-um-fio-de-náilon-ao-lado-de-um-resto-de-bicicleta: atentai-vos bem, isso é uma escultura da arte contemporânea! Até o ‘monstro’ Frankenstein (inspirado no romance gótico de Mary Shelley) tinha forma e sentido. Ou seja, nem chamar isso de “obra-de-arte-Frankenstein” é possível.
 Vale salientar que são exposições, montagens, produções e turnês, muitas delas, financiadas com verba estatal através da Lei Rouanet por meio do Ministério da Cultura. Um escandaloso desperdício!
 Como se não bastasse, querem que as pessoas aceitem isso sem um mínimo de constrangimento, crítica ou vergonha alheia. Pois para esses Cult da arte contemporânea (sic), é ser um leigo, um ignorante das artes ou um ser insensível quem não admira tais “obras”. E por aí vemos muita gente olhando e balançando a cabeça diante dessas “obras de arte contemporânea”. E a pressão é tão grande que esses "admiradores" ficam acoados sem poder expor sua reprovação daquilo que não lhes causou impressão alguma, pois seria julgado como um estranho se falasse algo contrário ao que querem estabelecer, uma vez que o ambiente já está completamente dominado pelo apelo-teórico-ultrajante a quem for alheio. Onde a única saída do espectador constrangido seria elogiar por força da conveniência para livrar-se logo daquela visão horrenda.
o pior de tudo isso, nesse joguete do faço-de-conta-que-sou-artista e do faço-de-conta-que-gostei, é que se vai cultuando uma atmosfera instintiva de valorizar o feio, o desprezível, o horrendo e desprezar as verdadeiras belezas artísticas, colocando essas em segundo ou último plano. Não é nada difícil de entender que simplesmente esses artistas contemporâneos no-sense são meros oportunistas sem talento. Reconhecer e afirmar isso é ser honesto e verdadeiro, principalmente, consigo mesmo. É não aceitar o imaginário trapaceiro acima da realidade. A intitulação dessas coisas de arte contemporânea é uma tentativa de saída para aquilo que não é cabível em lugar algum. Uma boa desculpa esfarrapada!
 Mas aqui eu me pergunto: se eu gasto a palavra ARTE com essas coisas, com qual palavra devo me referir portanto as obras de um Delacroix, de um Moneti, Van Gogh, Renoir ou de um Portinari?  Nas esculturas, o que falar da “Vênus de Milo”, de Antioquia e outras tantas belíssimas esculturas gregas, os conhecidos “bustos gregos”. Ou a bela “Pietá” de Michelangelo. Será que precisamos nos estender para outras veredas artísticas, como música, teatro, literatura...?
Não se trata de rejeitar a arte pós-clássica. Existem sim, obras de arte moderna que verdadeiramente impressionam. Embora não passe de 5%, mas existem! Portanto o fato é óbvio: trata-se aqui das empulhações que querem ser chamadas de arte, por simples vaidade ou estratégia de sobrevivência. Onde muitos sem uma grama de talento, comportam-se semelhante o personagem Hilary do romance “O Oportunista” de Paul Read, em adquirir umas telas, misturar algumas tintas quaisquer, expor e, para a sua própria surpresa, conseguir vendê-las!
Óbvio que arte não é uma ação criativa com conceituação única e engessada. Pois como fruto de imaginação, grosso modo, arte ‘existe’ para 'interpretar' emoções e paisagens. Assim é a liberdade artística de ser como tal. Por outro lado, arte tem em sentido primário a irrefutável função de agradar os sentidos. Portanto, não se pode chamar qualquer coisa de arte, simplesmente porque querem que a chamem. A arquitetura moderna (contemporânea) se baseia no geral, por exemplo, numa “estética-caixa-de-sapato”. Isso já desde meados do século XX. Ou seja, foi-se o tempo de realmente “arquitetar” uma fachada de forma minuciosamente detalhada e artisticamente bela. Com algumas raríssimas exceções!
Enfim, agradar os sentidos requer uma combinação natural de fatores estético-sensoriais. É aquilo que os órgãos dos sentidos, a priori, 'aceitam' involuntariamente sem apelo teórico. E qualquer ação que fuja a essa naturalidade, não está em ordem cognitiva com os sentidos. Há um desarranjo psíquico como em sentir prazer com a dor ou satisfação pelo sabor podre. Ou uma intencional negação da realidade natural das coisas guiada por outros interesses. Eis a arte contemporânea no-sense, livre do Hitler psicopata (felizmente), mas monopolizado ainda por discursos (infelizmente)!


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