Atualmente a conservação e
a preservação ambiental têm sido os assuntos mais difundidos pelos variados
setores da sociedade. E mesmo assim, sem nenhuma intimidação, o desmatamento
ilegal, a poluição atmosférica, a contaminação de rios, os lixões e a matança
de animais silvestres tem sido constantes. Há quem tente abafar a gravidade do
caso, mostrando alguns números de redução disso ou daquilo. Sem sucesso, pois
os danos são visivelmente gritantes e preocupantes. O mais impressionante ainda
é que mesmo com tantas informações, muitos não se deram conta dessa gravidade.
Ou seja, não há sequer um estado de pânico ou temor da sociedade, vivendo quase
que na filosofia da vaca, “cagando e andando” para o problema!
Adotar medidas a conter os
níveis de emissão dos gases provocadores do aumento do efeito estufa, por
exemplo, é uma alternativa já comprovada por muitos pesquisadores e cientistas
da área, como forma de reduzir/diminuir as famigeradas consequências das
mudanças climáticas, embora muito dessas mudanças ainda não tenham sido
comprovadas de forma categórica. O que não é nenhuma justificativa deixar de
limpar, conservar ou proteger o que ainda resta da natureza.
Mas não há uma preocupação
prática sequer por parte da sociedade, dos governos, dos investidores, das
indústrias... Existem alguns passos (justiça seja feita!), mas tímidos diante
da gravidade. Outra conduta, um tanto quanto hilária, nessa seara de pouco
caso, é observado em tempos de calor quando nas cidades muitos procuram por
árvores a salvaguardar seus carros da insolação. (Sorte quando encontram!). Do
contrário, liberum sectionem.
A partir de 1970, com a
percepção da gravidade ambiental, uns fulanos já preocupados, mobilizaram-se em
busca de mudanças globais para uma convivência mais responsável com o meio.
Pelo menos foi essa a intenção entre os vários debates em conferências
internacionais, culminando o termo sustentabilidade como ação “estratégica” de
explorar os recursos naturais a satisfazer as necessidades presentes da
humanidade sem esgotar os mesmos recursos, tornando-os disponíveis às gerações
futuras. Além do destino correto dos resíduos, seja doméstico, industrial... Ou
seja, tornar um mundo (possível) de melhor ser habitado. Pois bem, a ideia foi
lançada, mas na prática está tudo invertido. O grande problema é que nessa
corrida megalomaníaca por conforto exacerbado em detrimento do meio ambiente,
ninguém quer largar seu “osso” mesmo ouvindo falar de todos os blás, blás, blás
da vida!
E muito comum é falar em
desenvolvimento sustentável. Muitos falam, mas quantos praticam ou entendem o
que vem a ser esse termo tão degustado atualmente? Diga-se de passagem, é
palavra-chave do vocabulário de qualquer política pública ou na tomada de
decisão de algumas iniciativas privadas com relação à exploração dos recursos
naturais; mas no fundo, na grande maioria é usada somente como pano de fundo
sem assumir nenhuma posição de destaque. Portanto se a pessoa continua jogando
papel de bala em via pública e a multinacional jogando óleo nos oceanos,
quantos estão se importando? No geral só tentam "jogar tudo debaixo do
tapete".
Já dispomos de informações
suficientes de que a sustentabilidade nos recursos naturais e o contínuo
equilíbrio dos serviços ambientais é fator preponderante à manutenção da
biodiversidade e condições estas favoráveis à vida da espécie humana. Também
sei que não adianta ficar aos berros gritando aos quatro cantos do mundo, como
um "siri na lata", com muito barulho para nada. Contudo, continuo
vivendo a vã filosofia do beija-flor tentando apagar o “incêndio”. Sei que não
vou consegui, mas no mínimo terei minha consciência menos pesada.
Mas é que até a minha
pobre ignorância fica perplexa ao conseguir compreender como algumas sociedades
(de todas as esferas) se engalfinham por interesses mesquinhos em detrimento de
relevantes assuntos que dizem respeito diretamente à própria existência, como a
conservação de mananciais, por exemplo. E mesmo com todo meu otimismo, percebo
que essa seja uma pauta ainda timidamente simpatizada pela sociedade “moderna”(?)
a qual deve ter assuntos muito mais “sérios” a ocupar seus preciosos tempos.

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